<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title></title>
	<atom:link href="http://3paragrafos.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://3paragrafos.wordpress.com</link>
	<description>experiências cinematográficas em 1, 2, 3.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 07 Jan 2012 18:26:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='3paragrafos.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://0.gravatar.com/blavatar/06e9d2132aefa729060ed6999ba2065e?s=96&#038;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title></title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://3paragrafos.wordpress.com/osd.xml" title="" />
	<atom:link rel='hub' href='http://3paragrafos.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Os números de 2011</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2012/01/07/os-numeros-de-2011/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2012/01/07/os-numeros-de-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 18:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
		<category><![CDATA[estatísticas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=242</guid>
		<description><![CDATA[Quem diria! 2011 eu fiquei fora do mundo blogueiro mas até que o 3 Parágrafos se deu bem com as visitas de arquivo. Veja as estatísticas!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=242&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.</p>
<p><a href="/2011/annual-report/"><img src="http://www.wordpress.com/wp-content/mu-plugins/annual-reports/img/emailteaser.jpg" alt="" width="100%" /></a></p>
<p>Aqui está um resumo:</p>
<blockquote><p>Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de <strong>5.900</strong> vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 5 viagens para que toda gente o visitasse.</p>
</blockquote>
<p><a href="/2011/annual-report/">Clique aqui para ver o relatório completo</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/242/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/242/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=242&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2012/01/07/os-numeros-de-2011/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.wordpress.com/wp-content/mu-plugins/annual-reports/img/emailteaser.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Análise: O Ritual</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/30/analise-o-ritual/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/30/analise-o-ritual/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Apr 2011 15:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Tela Grande]]></category>
		<category><![CDATA[alice braga]]></category>
		<category><![CDATA[anthony hopkins]]></category>
		<category><![CDATA[exorcismo]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=237</guid>
		<description><![CDATA[Infelizmente, depois disso, o gênero banalizou-se, criando filmes horríveis sobre tema tentando apenas “dar um susto na plateia” sem perceber que um filme de suspense/terror é muito mais que isso. O tempo passou e quando “O Ritual” estreou no começo deste ano, grande parte das pessoas achavam que ia ser mais uma bomba de luxo, por conta da presença do genial Anthony Hopkins interpretando um padre especializado em exorcismos. Pois olha, de bomba este filme não tem nada.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=237&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os filmes de terror sobrenatural nunca mais foram os mesmos depois de 1973, quando <em>William Friedkin</em> lançou uma obra-prima do gênero, “<strong><em>O Exorcista</em></strong>”. Pela primeira vez, o horror de uma possessão demoníaca era mostrado com crueza nas telas do cinema, fazendo com que dezenas de pessoas passassem mal durante a exibição em várias partes do mundo. E é claro, como hoje sabemos, o filme é um clássico que, sempre que revisitado, nunca perde sua força. Seus maiores trunfos são o roteiro muito bem construído e merecidamente vencedor do Oscar, e as atuações irrepreensíveis, que fizeram com que a gente reconhecesse aquelas pessoas, ao invés de pensarmos neles como meros personagens. Infelizmente, depois disso, o gênero banalizou-se, criando filmes horríveis sobre tema tentando apenas “dar um susto na plateia” sem perceber que um filme de suspense/terror é muito mais que isso. O tempo passou e quando “<em><strong>O Ritual</strong></em>” estreou no começo deste ano, grande parte das pessoas achavam que ia ser mais uma bomba de luxo, por conta da presença do genial <em>Anthony Hopkins</em> interpretando um padre especializado em exorcismos. Pois olha, de bomba este filme não tem nada.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/ritual1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-238" title="ritual1" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/ritual1.jpg?w=500&#038;h=348" alt="" width="500" height="348" /></a></p>
<p>Tudo bem que a trama é batida: é a velha história do padre-sem-fé-que-não-acredita-em-exorcismo, com o velho sacristão mostrando que o Diabo existe sim, e se ele existe, Deus também está por aí. Neste caso, o padre descrente é interpretado por um cara chamado <em>Colin O’Donoughue</em>, um novato ainda sem carisma e que obviamente desaparece quando Hopkins entra em cena. Há tempos que o veterano ator não entrega uma atuação tão expressiva, principalmente nos últimos quarenta minutos de filme. Assistindo ao filme, aparenta que ele está se divertindo nas horas em que seu personagem, o padre excêntrico radicado em Roma, mas nos momentos mais densos ele exala autoridade e respeito. E entre os atores está <em>Alice Braga</em>, a filha da Sônia, que não compromete nas poucas cenas que aparece. Pelo menos, não está tendo uma carreira tipo <em>Rodrigo Santoro</em>, que entra mudo e sai calado na maioria das produções estrangeiras que aparece. Alice tem diálogos e tem relativa importância para a trama, e surge natural, sem maneirismos.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/ritual2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-239" title="ritual2" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/ritual2.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Contando com as presenças de <em>Toby Jones</em> e <em>Rutger Hauer</em>, dois atores que eu pessoalmente admiro, em participações pequenas mas bastante reveladoras, o filme só não é melhor pelo fato da história usar chavões e clichês típicos do gênero. Mas já é um grande avanço a produção não tentar fazer o espectador de idiota e dar sustos fáceis que nada tem a ver com o andamento da história. Perto de um “<em><strong>Pânico 4</strong></em>”, este filme massacra, soando mais inteligente e mais assustador. O diretor <em>Mikael Hafström</em> controla o filme com mão firme, não usando aqueles truques bestas de filmes de suspense feitos para adolescentes para assustar a qualquer custo. “O Ritual” se mostra muito mais competente em, na maior parte do tempo, apenas sugerir do que escancarar. O que é, na realidade, muito mais interessante. O filme não é perfeito, tem um começo um tanto arrastado, as situações acontecem de forma mais lenta no início. Mas quando engata, dá um show em qualquer produção do tipo filmada recentemente. Talvez os outros produtores precisem dar uma olhada neste filme, para reaprender como se faz para dar medo de verdade.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/30/analise-o-ritual/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2ATnirjIhkU/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
<em>Trailer de &#8220;O Ritual&#8221; &#8211; Legendado</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/237/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/237/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=237&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/30/analise-o-ritual/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/ritual1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">ritual1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/ritual2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">ritual2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Jukebox: Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/25/jukebox-sinatrajobim-the-complete-reprise-recordings/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/25/jukebox-sinatrajobim-the-complete-reprise-recordings/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 23:33:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitrolinha]]></category>
		<category><![CDATA[bossa nova]]></category>
		<category><![CDATA[frank sinatra]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>
		<category><![CDATA[tom jobim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=229</guid>
		<description><![CDATA[Nos idos de 1967, eu nem sonhava em nascer. Nessa época meus pais ainda estavam namorando, nem casados eles eram, minha família ainda não tinha sido formada. Entretanto, foi nesse ano que um grande encontro aconteceu, e que afetou não só a geração de meus pais, como as que vieram depois, inclusive a minha – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=229&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos idos de 1967, eu nem sonhava em nascer. Nessa época meus pais ainda estavam namorando, nem casados eles eram, minha família ainda não tinha sido formada. Entretanto, foi nesse ano que um grande encontro aconteceu, e que afetou não só a geração de meus pais, como as que vieram depois, inclusive a minha – mesmo que aqueles que nasceram nos anos oitenta, como eu, tenham sido mais influenciados pelo rock (nacional ou internacional) e não tenham dado a importância devida a uma dupla de gigantes que se formou naquele distante ano. Naquele tempo, havia um cantor que era unanimidade, tanto que era chamado de “A Voz”. Com maiúsculas. Seu nome era <strong>Francis Albert Sinatra</strong>, e ele estava voltando ao auge da carreira depois de tempos difíceis, e em plena turbulência em seu casamento com a atriz Mia Farrow. Enquanto isso, no Brasil, um homem estava tranqüilo em relação ao seu trabalho. Cinco anos antes ele havia sido reconhecido como um dos melhores compositores da época, e suas músicas eram sempre sucesso, sendo exportadas para o mundo. Tinha feito uma parceria de sucesso com um famoso poeta brasileiro, que se reinventou escrevendo letras para as maravilhosas melodias que ele compunha. Seu nome era <strong>Antônio Carlos Jobim</strong>, e ele era internacionalmente famoso. Foi então que esses homens se juntaram numa parceria que inicialmente rendeu um LP aclamado mundialmente e indicado ao <em>Grammy de Disco do Ano</em>. Mas houve mais. Bem mais.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/sinatra11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-231" title="sinatra1" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/sinatra11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Só que esse “a mais” espalhou-se por outros discos. Sinatra convidou Jobim para outra parceria em 1969, mas não rendeu um Volume II de “<em>Francis Albert Sinatra &amp; Antônio Carlos Jobim</em>”. As músicas gravadas naquele ano foram para outro LP, e ficaram meio esquecidas, ofuscadas pelas preciosidades contidas no álbum de 1967. Porém, no ano passado lançaram “<strong><em>The Complete Reprise Recordings</em></strong>”, a compilação de todas as canções gravadas pela dupla nas duas vezes em que se encontraram. São vinte faixas que soam como se tivessem sido gravadas ontem, tamanha é a excelência da remasterização. Isso contando apenas a parte técnica, porque a música contida no CD é de altíssima qualidade. As melodias de Tom se encaixaram na voz profunda de Sinatra com precisão. Apesar disso, por conta dos diferentes momentos da vida de ambos, as primeiras músicas são as que têm melhor interpretação, enquanto as restantes se destacam mais pela orquestração, mais pomposa e vibrante do que a calmaria das cordas e do violão da primeira fase. Nada que atrapalhe a audição: ouvir da primeira a última faixa é como dar um passeio num dia alegre e ensolarado na praia (como em <em>The Girl From Ipanema, One Note Samba</em> e a colorida <em>Drinking Water</em>) com eventuais nuvens de melancolia (como em <em>Dindi, Meditation</em> e a fantástica <em>How Insensitive</em>).</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/sinatra2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-232" title="sinatra2" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/sinatra2.jpg?w=500&#038;h=277" alt="" width="500" height="277" /></a></p>
<p>Infelizmente, Frank e Tom só se encontraram mais uma vez depois disso, quando o primeiro gravou “<em>Duets II</em>” – outra obra que futuramente quero comentar – e já próximos do fim de suas vidas: Jobim se foi primeiro, em dezembro de 1994, enquanto Sinatra partiu em maio de 1998. Deixaram marcas duradouras na música popular, cada qual ao seu jeito. E a união de suas vozes foi finalmente imortalizada nesse álbum definitivo, e cada vez que eu o ouço é como se eu ganhasse mais um dia de vida, tamanha é a sensação de conforto, de alegria que as músicas passam. Sou novato na obra de Frank Sinatra, e nem tão novato assim na de Tom Jobim. Ao descobrir as canções que gravaram juntos, senti que eles deixaram impresso suas marcas no tempo e na história, e que nada no mundo de hoje, neste século que vivemos, é capaz de reproduzir com tamanho entusiasmo e genialidade este encontro único, e que provavelmente não ficará só na minha memória, mas na de todos que apreciam uma boa música e que sabem que, com ela, podem chegar ao céu.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><em>Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings</em><br />
Frank Sinatra e Tom Jobim</strong><br />
<strong>1967-1969/2010<br />
Universal Music<br />
Jazz/Bossa Nova</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/25/jukebox-sinatrajobim-the-complete-reprise-recordings/"><img src="http://img.youtube.com/vi/B2UYVvkpYRo/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
<em>Garota de Ipanema (The Girl from Ipanema)<br />
Frank Sinatra &amp; Tom Jobim (com legendas)</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=229&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/25/jukebox-sinatrajobim-the-complete-reprise-recordings/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/sinatra11.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">sinatra1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/sinatra2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">sinatra2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Análise: Get Low</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/24/get-low/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/24/get-low/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 00:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[No DVD]]></category>
		<category><![CDATA[bill murray]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[robert duvall]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=217</guid>
		<description><![CDATA[Acredito que todo mundo já pensou em seu próprio enterro. É normal. Há muitas razões para isso, entre elas, a curiosidade em saber como seria o funeral, quem seriam as pessoas que estariam presentes nele, o que elas diriam, as histórias que contariam. É absolutamente normal pensar nisso. Entretanto, é quase impossível que alguém queira [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=217&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que todo mundo já pensou em seu próprio enterro. É normal. Há muitas razões para isso, entre elas, a curiosidade em saber como seria o funeral, quem seriam as pessoas que estariam presentes nele, o que elas diriam, as histórias que contariam. É absolutamente normal pensar nisso. Entretanto, é quase impossível que alguém queira realizar seu serviço funerário ainda em vida – talvez as surpresas não sejam tão agradáveis assim. Felix Bush (Robert Duvall) quis saber e pagou para ver; e esta é a história de Get Low&#8230; ou não. O filme dirigido por Aaron Schneider, a princípio, mostra-se como um tipo estranho de comédia, onde o ermitão Felix, tido como maluco pela comunidade, depois de quarenta anos de reclusão resolve “sair da toca” e organizar seu próprio funeral, onde ele – vivo – poderia ouvir todas as histórias que contam sobre ele. É verdade que sua aparência o fez ser o terror das crianças por algumas gerações, mas praticamente ninguém sabe nada sobre ele, sobre sua vida antes de chegar até ali, o que fazia da vida e o que o fez se isolar do mundo por mais de quatro décadas.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/get01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-221" title="get01" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/get01.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>E Schneider é extremamente competente na direção e na edição, da qual também é responsável, em revelar as várias camadas que cobrem a verdadeira intenção deste homem velho e enigmático. Ajudado por uma equipe técnica excelente (em especial a fotografia e a direção de cenários), que fazem uma construção de época impecável, o diretor realiza um filme que, ao mesmo tempo em que soa divertido, deixa durante a projeção uma sensação de estranhamento, que cresce à medida que a historia avança. E como não poderia deixar de ser, Duvall mais uma vez mostra que ainda pode entregar uma atuação digna de premiações. Sendo deixado de lado no Oscar deste ano (teve a vaga “roubada” por Javier Barden), recebeu indicações em praticamente todos os outros prêmios da temporada por sua excepcional interpretação na pele de Felix Bush, homem cheio de mistérios, ranzinza e impaciente mas que, de alguma forma – e muito se deve ao carisma do ator que o interpreta – cativa o espectador, fazendo que se acompanhe com interesse a sua jornada. Claro, um filme que tem como coadjuvantes ninguém menos que Bill Murray, Sissy Spacey , Lucas Black e Bill Cobbs já não poderia ser ignorado, ainda mais com todos em momentos inspirados. Porém quem é o veterano ator que, já octogenário, ainda consegue levar um filme inteiro nas costas. É realmente lamentável que ele venha sendo tão mal aproveitado, apenas em pequenas pontas em filmes maiores.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/get021.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-223" title="get02" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/get021.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>No fim das contas, Get Low se mostra um belíssimo filme de atuação, onde a história é apenas  o mote para que os atores preencham a tela e nos encantem com suas interpretações. Não que o roteiro seja ruim: as cenas finais tem uma carga emocional impressionante, não deixando nenhuma aresta a ser aparada. Filme bem acabado, bem realizado e, principalmente, original. Coisa que vem se tornando cada vez mais difícil de encontrar, depois da inundação de adaptações de livros infanto-juvenis, de quadrinhos ou remakes as quais temos de nos acomodar atualmente. É, e sempre será um prazer assistir a filmes que nos provoquem, que nos façam pensar sobre nós mesmos e o que fazemos de nossa vida, para que não nos tornemos infelizes e amargurados com o nosso próprio destino, como Felix Bush acabou por se tornar.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/24/get-low/"><img src="http://img.youtube.com/vi/y17Me8uL6mA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/217/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=217&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2011/04/24/get-low/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/get01.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">get01</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2011/04/get021.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">get02</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Cine Retrô: The Rocky Horror Picture Show</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/05/18/cine-retro-the-rocky-horror-picture-show/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/05/18/cine-retro-the-rocky-horror-picture-show/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 May 2010 00:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Retrô]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[the rocky horror picture show]]></category>
		<category><![CDATA[tim curry]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=206</guid>
		<description><![CDATA[E digo a vocês aqui, que ainda tem paciência de ler o que eu escrevo e com toda a calma do mundo aguardam por um texto deste autor bissexto: foi a melhor sessão de cinema que eu já peguei na vida. Sem brincadeira. Não só por ser “The Rocky Horror...”, filme excelente de Jim Sharman  que é cult desde 1975. Mas também por ser uma sessão interativa: recebemos kits com “objetos de cena” para interagir com as cenas que iam se sucedendo. Nunca em toda a minha vida vi algo tão divertido: pessoas dançando junto com as canções, rindo e cantando a todo instante e usando os óculos de neón, os colares iguais ao do Dr. Frank (interpretado com maestria por Tim Curry, um de seus melhores papéis até hoje, rivalizando com o Pennywise de “It – Uma Obra Prima do Medo”)<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=206&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certos eventos nos dão a oportunidade de ter experiências únicas. Não só pelo negócio em si, mas pelas circunstâncias. Vejam vocês por exemplo essa última <span style="text-decoration:underline;">Virada Cultural Paulista</span>, que aconteceu no último fim de semana, dias 15 e 16 de maio. Eu mesmo não estava assim com grandes animações em sair de Itapetininga, pegar ônibus por duas horas e meia pra passar a madrugada vadiando pelas ruas de São Paulo. Estava na verdade levemente inclinado a deixar pro ano que vem – como fiz nos últimos dois anos, se não me engano. Mas de última hora resolvi ir, porque haviam comentado comigo sobre uma tal sessão interativa no SESC da Rua Augusta. Estava em casa, sem ter o que fazer, pensei: “por que não?”. E fui. Atrasado, mas fui. E foi chegar na capital para ser engolido por aquela sensação estranha e deliciosa de estar num lugar absolutamente diferente de tudo; São Paulo é um mar de contradições, pois apesar de ser quase totalmente uma selva de concreto armado, a gente se sente bem. Saltei na estação Consolação do metrô, e conforme subia a escada rolante que leva até a Rua Augusta, fui sentindo uma emoção estranha, e conforme a Avenida Paulista toda coberta por uma fina neblina foi preenchendo meu campo de visão, tive certeza: o lugar, à noite, é das coisas mais lindas que eu já tive a chance de conhecer. Me encontrei com <em>Thiago Nadayoshi</em>, o dono do <a href="http://neptuneblues.wordpress.com" target="_blank"><em><span style="text-decoration:underline;">Neptune Blues</span></em></a>, e tocamos pro SESC. A sessão era à meia-noite, e era um clássico das sessões de meia-noite que iria ser exibido ali: “<strong>The Rocky Horror Picture Show</strong>”.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://hcc.techradar.com/files/hcc_content/rhps_032SweetT.jpg" alt="" width="348" height="425" /></p>
<p>Estando lá, tive a honra de me encontrar com <em>Alex Gonçalves</em> – do cultuado e clássico <a href="http://www.cineresenhas.com" target="_blank"><em><span style="text-decoration:underline;">Cine Resenhas</span></em></a> – e com o Bruno de Souza, do não menos divertido <a href="http://cinecaolho.wordpress.com/" target="_blank"><em><span style="text-decoration:underline;">Cine Caolho</span></em></a>. Portanto, um encontro de cinéfilos para apreciar um filme clássico. E onde eu poderia querer coisa melhor? E digo a vocês aqui, que ainda tem paciência de ler o que eu escrevo e com toda a calma do mundo aguardam por um texto deste autor bissexto: foi a melhor sessão de cinema que eu já peguei na vida. Sem brincadeira. Não só por ser “The Rocky Horror&#8230;”, filme excelente de <em>Jim Sharman</em> que é cult desde 1975. Mas também por ser uma sessão interativa: recebemos kits com “objetos de cena” para interagir com as cenas que iam se sucedendo. Nunca em toda a minha vida vi algo tão divertido: pessoas dançando junto com as canções, rindo e cantando a todo instante e usando os óculos de neón, os colares iguais ao do Dr. Frank (interpretado com maestria por <em>Tim Curry</em>, um de seus melhores papéis até hoje, rivalizando com o Pennywise de “It – Uma Obra Prima do Medo”). E ver <em>Susan Sarandon</em>, em início de carreira, cantando, dançando e vestindo aquelas roupas masoquistas é algo incomparável, ainda mais em tela grande. E houve algo emblemático para mim, e não sei se meus companheiros de sessão concordam, mas eu que estava sentado nas últimas fileiras achei maravilhosa a chuva de pulseiras de neón, que todos começaram a jogar para o alto quando o filme acabou. É uma das coisas que jamais vou me esquecer.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.gretchenjones.com/wp-content/uploads/2009/08/rocky-horror-picture-show-curry-bostwick-sarandon.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>A qualidade do filme, enquanto cinema, pode ser discutível. Segundo Thiago, “é um filme tão ruim que chega a ser bom”. Eu particularmente discordo, porque gosto dele desde que me entendo por gente, ou seja, desde que o vi pela primeira vez em alguma sessão perdida no Telecine. Foi paixão à primeira vista. As atuações caricatas, as músicas grudentas, a direção caótica&#8230; tudo combina com a histérica história do casal que se perde e acha um castelo no meio do nada onde habitam os alienígenas geniais vindos do planeta Transex. Não parece exagerado. Não parece forçado. Parece muito divertido, isso sim. E ver em tela grande me fez crer que o filme é sim uma obra-prima. Acompanhado de tão ilustres companhias, foi uma noite e tanto, que eu vou levar para o resto de minha vida. E o povo cantando “<em>Rose Tint My Rose</em>” também está gravado a ferro e fogo na minha cabeça. Enfim. Só gostaria de deixar registrado aqui que ainda me emociono quando me lembro do que passei, do que vi naquela madrugada. Espero um dia ter emoção comparável. Mas sei que nunca terei uma experiência igual, porque coisas assim só acontecem com a gente uma vez na vida.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/05/18/cine-retro-the-rocky-horror-picture-show/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Rj_xYu2QGQc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:right;">P.S.: Ajude a escolher! Este mesmo texto está em <a href="http://3-paragrafos.blogspot.com" target="_blank">http://3-paragrafos.blogspot.com</a> &#8211; se você achar que a página nova é melhor, insira junto com seu comentário aqui, que o novo visual do 3P quem escolhe é você!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=206&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/05/18/cine-retro-the-rocky-horror-picture-show/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://hcc.techradar.com/files/hcc_content/rhps_032SweetT.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://www.gretchenjones.com/wp-content/uploads/2009/08/rocky-horror-picture-show-curry-bostwick-sarandon.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Análise: Tudo Pode Dar Certo</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/24/analise-tudo-pode-dar-certo/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/24/analise-tudo-pode-dar-certo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 22:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Tela Grande]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[larry david]]></category>
		<category><![CDATA[tudo pode dar certo]]></category>
		<category><![CDATA[woody allen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=199</guid>
		<description><![CDATA[Você tem uma primeira cena preferida? Sim, você não leu errado não: primeira cena. Pode ser o prólogo ou mesmo a primeira imagem de um filme que tenha te impactado tanto que você nunca mais se esqueceu. Fazendo uma rápida pesquisa aqui, descobri que a maioria dos meus amigos atualmente prefere a (ótima) cena do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=199&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você tem uma primeira cena preferida? Sim, você não leu errado não: primeira cena. Pode ser o prólogo ou mesmo a primeira imagem de um filme que tenha te impactado tanto que você nunca mais se esqueceu. Fazendo uma rápida pesquisa aqui, descobri que a maioria dos meus amigos atualmente prefere a (ótima) cena do assalto ao banco de “<strong>O Cavaleiro das Trevas</strong>”. Para mim, me veio à cabeça toda a sequência pré-créditos de “<strong>O Que Terá Acontecido a Baby Jane?</strong>”, que me deixou estatelado quando assisti pela primeira vez, lá no começo da minha adolescência. Mas tem outras, é claro. Quem souber de mais alguma, pode sugerir, é bom relembrar e isso dá assunto pra conversa durante uma semana inteira, se deixar, e me lembro até de uma crônica do Verissimo com o mesmo tema. Em geral, a abertura é pensada para prender a atenção do espectador, fazê-lo se interessar pelo resto da história, evitando assim que ele babe na roupa nova durante as próximas duas horas. Uma grande parte consegue fazer com que o filme tenha o mesmo ritmo dos seus primeiros minutos; outros começam promissores e perdem o fôlego; e em alguns casos, começam bem mas emporcalham no final. Mas pessoalmente falando, acho que é preciso talento para criar uma primeira cena. Como roteirista frustrado que sou, sei bem disso: coloco toda a minha atenção no começo e quando finalmente consigo passar por ele, descubro que não sei mais como melhorar. É chato. Bom para os talentosos, obviamente.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.iwatchstuff.com/2009/03/25/whatever-works-david-wood.jpg" alt="" width="450" height="299" /></p>
<p>Disse tudo isso porque me lembrei de quando vi “<strong>Tudo Pode Dar Certo</strong>”, o novo projeto de outono de <em>Woody Allen</em>. Se não me engano ainda não entrou em circuito no Brasil – que tradicionalmente atrasa a exibição dos filmes de Allen mesmo – mas tive sorte: peguei numa sessão especial em um especial em homenagem a carreira do diretor em São Paulo, no começo do ano. E como espero sempre o melhor dele, lá fui. E wow, lá estava a primeira cena, perfeita, irretocável, quando <em>Larry David</em> se levanta e diz seu monólogo para o público que o assiste no cinema, ou seja, nós. Dirige-se diretamente à câmera, nos encarando e jogando todas aquelas tiradas inteligentes que só Woody Allen sabe escrever atualmente (se bem que o roteiro tem mais de trinta anos, e ele só desengavetou agora, e fazendo as contas, foi escrito em sua época mais criativa, de humor mais afiado; hoje em dia ele se preocupa demais com os dramas, e não estou dizendo que isso seja de todo ruim). E só mesmo ele para conceber um sujeito arrogante, prepotente, cheio de si apesar de inseguro em relação a morte, a Deus e ao Universo, o que rende cenas engraçadissimas.  Personagem que cairia como uma luva para ele mesmo interpretar, sem dúvida, mas já não dá pra pensar outra pessoa no lugar de Larry David. E quando ele encontra <em>Evan Rachel Wood</em>, que faz a garota lerdinha que ele encontra perdida em Nova York, a gente pensa que o filme descambará para uma comédia romântica besta, dessas que sai em escala industrial todo ano. Mas não. Ao fugir do café-com-leite do gênero, Allen fez seu melhor filme na década.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.daemonsmovies.com/wp-content/uploads/2009/05/woodyallen-whatever_works.jpg" alt="" width="445" height="300" /></p>
<p>Tecnicamente impecável e com uma trilha sonora sensacional (que tem até “<strong><em>Desafinado</em></strong>”, da dupla <em>Tom Jobim/Newton Mendonça</em>, vejam só!), “Tudo Pode Dar Certo” é bem dirigido, bem escrito e muito bem interpretado. São poucos os personagens, mas todos impagáveis, em especial a caipirona mãe e o “suspeito” pai de Melodie, feitos por <em>Patricia Clarkson</em> e <em>Ed Bagley, Jr</em>. É o tipo de filme que merece (ou merecia, não sei se já passou a época de concorrer) indicações aos prêmios de temporada. Há tempos uma comédia woddyalleniana não era tão divertida. Praticamente todos os diálogos saídos de Boris precisam estar em uma daquelas coletâneas de frases mal-humoradas, e Melodie é tão encantadora em sua ingenuidade que dá vontade de pegá-la pela mão e levar para casa. São 96 minutos bem gastos, com o melhor que a cabeça de um certo judeu novaiorquino pode oferecer: graça inteligente, que não nos julga idiotas a ponto de provocar riso frouxo. Não é de gargalhadas, mas de risos gostosos e satisfeitos. E mesmo que pareça um pouco surreal demais, o final traz uma mensagem excelente, marcante. Tá aí: já que comecei esse texto falando sobre as melhores primeiras cenas, preciso pensar em um novo texto, sobre os melhores finais. Se sair, com certeza este filme figurará entre eles.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/24/analise-tudo-pode-dar-certo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/IpFaEdM8J5Y/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/199/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/199/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=199&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/24/analise-tudo-pode-dar-certo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.iwatchstuff.com/2009/03/25/whatever-works-david-wood.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://www.daemonsmovies.com/wp-content/uploads/2009/05/woodyallen-whatever_works.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Análise: Alice</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/21/analise-alice/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/21/analise-alice/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 14:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Tela Grande]]></category>
		<category><![CDATA[alice]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[tim burton]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=189</guid>
		<description><![CDATA[[Momentos após a sessão] &#8230; e agora fico sem ter o que escrever, olhando para a página aberta do word com a maior cara de pateta. Quando os créditos subiram, depois de absorvido o choque, fiquei imaginando: “o que diabos eu posso escrever sobre isso? Como é que eu vou explicar o que eu acabei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=189&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#993300;">[Momentos após a sessão]</span> &#8230; e agora fico sem ter o que escrever, olhando para a página aberta do word com a maior cara de pateta. Quando os créditos subiram, depois de absorvido o choque, fiquei imaginando: “o que diabos eu posso escrever sobre isso? Como é que eu vou explicar o que eu acabei de ver?”. É complicado, ainda mais quando não se é alguém de vocábulo diversificado como eu. Escrevo o que penso, o que já me trouxe alguns probleminhas, como naquele texto sobre “<a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/03/28/analise-contatos-de-quarto-grau/" target="_blank"><strong>Contatos de Quarto Grau</strong></a>”, em que só faltou pedirem a minha cabeça numa bandeja de prata. Mas é preciso ser honesto, não é? Então, honestamente eu digo que “<strong>Alice</strong>” é a melhor coisa que eu vi no cinema este ano. Não, nos últimos dois anos. Minto, nos últimos cinco anos. Sei lá. Talvez seja a melhor coisa que eu tenha visto em cinema. É impressionante, realmente impressionante. E assim como toda obra cinematográfica recente, tem lá os seus erros, mas até seus erros são encantadores. E sinceramente, nem dá para se importar com eles. Quem é que liga, estando de cara com <em>Tim Burton</em> realizando o sonho de milhares de fãs fazendo a sua versão para o livrinho do <em>Lewis Carroll</em>?</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://cdn60.ne.be/librairy/movies/7501/23903.jpg" alt="" width="500" height="330" /></p>
<p><span style="color:#993300;">[Durante a noite]</span> Apesar de um começo aristocrático – em todos os sentidos – , logo entramos no mundo e na mente de Alice, logo, na insanidade saudável do diretor. Tudo em Wonderland é a cara do chefe: as árvores retorcidas, personagens esquisitos, visual estonteante, histórias quase sobrenaturais. O livro foi feito para ele, é fato. Ok que a história foi mudada, adaptada. Mas a essência é a mesma, e é isso que importa, e todos aqueles habitantes do País das Maravilhas que conhecemos bem estão lá, retratados à quase histeria. É realmente uma pena que o filme pareça oco, vazio de história, e que tudo o que se vê seja apenas uma justificativa para usar a tecnologia de fundo verde e de 3D (eu vi no 2D, mas logo vou experimentar em terceira dimensão em algum cinema de São Paulo). Como eu disse, as personagens estão lá, mas não são os mesmos do livro. Tivessem adaptado tal qual na história clássica, aí sim ficaria irretocável, porque o talento dos envolvidos (Burton, <em>Johnny Depp, Helena Bonham-Carter, Crispin Glover</em>, entre outros). Mas não dá para reclamar, quem está dentro da sala se esquece rapidinho desses detalhes, tamanho é o efeito que as imagens supercoloridas e surrealistas que correm pelo par de horas deixa na gente.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.intro.de/img/artikel/artikel_originale/23058122.jpg" alt="" width="500" height="330" /></p>
<p><span style="color:#993300;">[No dia seguinte...] </span>Também lamento não conseguir falar muito sobre o filme. O primeiro parágrafo deste texto eu escrevi assim que eu saí do cinema, quando cheguei em casa; agora bato essas linhas na manhã do dia seguinte, o que já me fez digerir melhor tudo o que assisti. O que me faz lembrar, agora, em destacar duas coisas a mais: a trilha – é do <em>Danny Elfman</em>, né? É o estilo dele, sempre excelente – e as personagens feitas em CGI, como o Gato de Chesire, por exemplo. Todos, absolutamente todos são carismáticos, encantadores, como não poderia deixar de ser. São mais encantadores até do que os atores (e assim mesmo Depp consegue, mais uma vez, chamar atenção para uma caracterização bizarra e um perfeito timing de comédia). Com tudo isso, o aguardado “Alice” é como um banquete pela metade: é maravilhoso de se ver, você até enche a barriga e sente-se satisfeito, mas depois dá a impressão de que a comida estava sem sal.  Não sei se sou eu que sou chato, mas lendo coisas a respeito na internet vi que não sou só eu quem pensa assim. Uma pena, realmente. Com tantas possibilidades de colocar seu filme entre os melhores feitos no gênero, Tim Burton faz um filme apenas bom, que até merece quatro estrelas numa análise (muito) mais otimista, mas que não se torna a obra marcante que todos esperavam. Mantenho ainda a opinião de que, como experiência visual, é a melhor coisa que eu já vi, impressionante mesmo. Mas no geral é mesmo um pouco decepcionante. De toda forma, é melhor que “<strong>Avatar</strong>”. O que já é muito bom.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/21/analise-alice/"><img src="http://img.youtube.com/vi/EJd3EhLe6-Q/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/189/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=189&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/21/analise-alice/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://cdn60.ne.be/librairy/movies/7501/23903.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://www.intro.de/img/artikel/artikel_originale/23058122.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Cine Retrô: Anaconda</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/17/cine-retro-anaconda/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/17/cine-retro-anaconda/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 13:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[No DVD]]></category>
		<category><![CDATA[anaconda]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[jennifer lopez]]></category>
		<category><![CDATA[jon voight]]></category>
		<category><![CDATA[Retrô]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=183</guid>
		<description><![CDATA[Mas, como tudo no mundo do cinema é diferente e controverso, “Anaconda” se tornou uma coisa que chamam de kitsch – de tão ruim que é, acaba ficando bom.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=183&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ó, desse eu tenho uma história muito particular que eu gostaria de dividir aqui com vocês, meus queridos leitores &#8211; ou seja, com vocês três &#8211; e é engraçada, vejam só: um belo dia de 1998 (se não me engano), eu chamei alguns amigos para assistirem um filme recém-lançado, e que estava fazendo muito sucesso; era &#8220;<strong>Anaconda</strong>&#8220;. Comprei refrigerantes e pipoca, para poder servir aos meus convidados, e quando o filme começou eu fui comendo junto conforme as monstruosidades da cobrona assassina desfilavam na tevê, através do video cassete também novinho, Até que num determinado momento eu me senti mal, e acabei vomitando em cima da mesa de centro que havia na sala, bem onde estavam todas as coisas que comprei para aquele dia. Os olhares que recebi de meus amigos, um misto de horror e surpresa que logo virou palhaçada, até hoje me persegue; sempre que algum dos que estavam presentes fala sobre cinema, lembra do caso, o que ainda me causa uma certa vergonha. Reza a lenda dentro do nosso grupo que eu só acabei passando mal por causa do filme. Não foi o caso. Mas bem que poderia ter sido.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img156.imageshack.us/img156/6568/anacondaa.jpg" alt="" width="400" height="334" /></p>
<p>O nome do diretor eu lembro bem por ser meu meio-xará: <em>Luis Llosa</em>. E não só por isso, mas também porque tive, por muitos anos, aquele pôster do filme na parede do meu quarto, aquele que é todo preto e só tem os olhos da cobra, e o nome de Llosa aparecia ali, em destaque até. Era um pôster aterrorizante, meus sobrinhos morriam de medo dele quando eram crianças. Era um cartaz bem feito, bonito mesmo. Pena que o filme não o seja tanto, porque imagine você, carissimo leitor, estando no meio da floresta amazônica diante de um bicho enorme desses, que só falta falar! O filme é ruim, uma afronta a inteligência racional, a Amazônia é toda estereótipo a direção parece perdida e conseguiram juntar o maior grupo de atores canastrões dos últimos trinta anos no mínimo. Mas, como tudo no mundo do cinema é diferente e controverso, “Anaconda” se tornou uma coisa que chamam de kitsch – de tão ruim que é, acaba ficando bom. Se a gente descontar o fato de que a peçonhenta do filme só falta bater um papo legal com as suas vítimas, como fazem os vilões que antes de matar explicam o passo-a-passo do seu crime e também o insignificante detalhe de que o roteiro é pior que uma bomba H, é bem possível de achar o filme ótimo. Como eu acho, mesmo tendo tantas lembranças não muito lisonjeiras e também por não saber o que é que deu no <em>Jon Voight</em>, o grande Jon Voight, em aceitar um papel onde ele encarna um personagem malvado com proezas corporais incríveis e com diálogos cafonas e ainda por cima se saber vomitado (?) pela cobra (??), dando uma piscadinha de olho ao sair dela (???). Até aceitaria tipos como <em>Jennifer Lopez</em> ou <em>Ice Cube</em> sendo deglutidos e depois sendo devidamente postos para fora da barriga da anaconda, mas o Voight não.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.independentcritics.com/images/anacondaSPLASH.jpg" alt="" width="480" height="338" /></p>
<p>Só que, apesar de tudo isso, “Anaconda” é bom de se rever. Me atrevo a dizer que, de tão malfadado que é, a gente acaba gostando. Eu mesmo me atrevo a rever, de vez em quando, e morro de rir quando lembro do que aconteceu na época do lançamento, da sessão em casa e tudo. Assim como também dou risada de muitas passagens, diálogos e cenas do filme, mas que não tiram seu poder de diversão, e é esse pensamento que me faz escrever sobre ele numa bela manhã de sábado, quando a visão dos assassinatos que a cobrona comete no filme só poderiam estragar meu dia, se eu fosse mais racional pouquinha coisa. Junto com “<strong>Tubarão</strong>”, de <em>Spielberg</em> e de “<strong>Piranha</strong>”, de <em>Joe Dante</em>, este é um exemplar de longa-metragem que abusa da ferocidade da natureza usando animais que, ou são lendas ou têm uma história tão fantasiosa que seria impossível colocar num filme sem que avacalhem. O diretor Llosa teve coragem, pegou o negócio pelos chifres e encarou o desafio. O resultado foi considerado ruim na época, mas vem melhorando com o tempo, acredite. Talvez fosse uma metáfora, que o filme todo é tão clichê e que a gente, que teve que engolir toda aquela patacoada por mais ou menos duas horas, acaba jogando tudo pra fora. É, pode ser isso. Ou eu que estou viajando demais.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/17/cine-retro-anaconda/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-rznjLN1FNo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/183/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=183&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/17/cine-retro-anaconda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://img156.imageshack.us/img156/6568/anacondaa.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://www.independentcritics.com/images/anacondaSPLASH.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Análise: Surpresa em Dobro</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/11/analise-surpresa-em-dobro/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/11/analise-surpresa-em-dobro/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 00:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Tela Grande]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[john travolta]]></category>
		<category><![CDATA[robin williams]]></category>
		<category><![CDATA[surpresa em dobro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=179</guid>
		<description><![CDATA[Uma pena que “Surpresa em Dobro” não surpreenda em nada, e não corresponda a todas as expectativas apesar de não ser tão ruim assim. Mas também não é tão bom.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=179&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>John Travolta</em> é icônico. Lá do começo de sua carreira, quando deu aquela vitalidade toda a seu Tony Manero dos embalos de sábado à noite mostrou ter talento, mas ainda precisava ser lapidado, tinha tiques estranhos, e quase não tinha expressão: para tudo tinha a mesma cara. Mas seu carisma pessoal fez o resto, e ele se tornou um super astro. Vieram outros sucessos, e chegou até a interpretar um adolescente em &#8220;<strong>Grease</strong>&#8220;. Um adolescente, vejam bem, ele que já tinha passado dos vinte anos já há um bocado de tempo. Nem isso foi suficiente para que alguém levantasse a voz e fizesse alguma reclamação, não havia como, ele carregou o filme nas costas. Entretanto, na década de oitenta ele deve uma queda acentuada, maus papéis e péssimas escolhas o fizeram um ídolo de uma época apenas. E duvidaram de seu talento. Até que <em>Quentin Tarantino</em> veio e salvou sua carreira, fazendo com que sua versatilidade fosse finalmente reconhecida, com “<strong>Pulp Fiction</strong>”, que lhe deu uma indicação ao Oscar. Entrou para a Cientologia. Virou piloto de avião. Ficou ainda mais rico. E desde então, alterna entre projetos ou muito bons ou muito ruins. Sem meio-termos.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://cinema10.com.br/upload/filmes/filmes_256_Old%20Dogs%208.jpg" alt="" width="500" height="331" /></p>
<p><em>Robin Williams</em> também é icônico. No começo de sua carreira, quando era visto apenas como um comediante escrachado – afinal, todo mundo sabe que ele interpretou Popeye, por Deus! – começou a se destacar em sua área, mostrando que tinha jeito pra coisa. E que era diferente dos demais. Seu estilo era quase subversivo, provocativo e beirando o surto total. Aliado a isso tinha um imenso carisma pessoal que lhe deu o status de astro. E foi tocando sua vida até que lhe deram o papel principal em “<strong>Bom Dia, Vietnã</strong>”, quando ele recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Foi o começo de um estrelato e reconhecimento de seu talento, garantindo-lhe mais duas indicações nos anos seguintes. Mas, de repente, o sucesso pareceu escapar. Seus filmes perderam a graça, mas não era por sua culpa, mas sim os roteiros que ele escolhia para estrelar.  Estava condenado a ser apenas uma lembrança perdida em alguma esquina hollywoodiana quando apareceu <em>Gus Van Sant</em> e salvou sua carreira, fazendo com sua veia dramática fosse finalmente reconhecida e ele acabou ganhando o Oscar de Coadjuvante por “<strong>Gênio Indomável</strong>”. Ganhou status de gênio da comédia. Ficou ainda mais rico. Virou polemista por conta de suas piadas que muitos julgam grosseiras. E desde então alterna entre filmes muito bons ou muito ruins. Sem meio-termos.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://cinema10.com.br/upload/filmes/filmes_256_Old%20Dogs%2012.jpg" alt="" width="500" height="331" /></p>
<p>E eis que vem <em>Walt Becker</em>, diretor de “<strong>Motoqueiros Selvagens</strong>” (que tinha Travolta como um dos protagonistas) para juntar essas duas histórias de vida em uma história que de tão non-sense beira o surrealismo. Colocar dois ícones americanos para dividir uma comédia foi algo bem ousado, imagino eu. Mas, ao julgar pelos trailers que foram sendo lançados durante os meses que antecederam a estreia, parecia que ia ser daqueles filmes que marcariam época. Sim, pois pelo trailer o filme se mostra muito mais engraçado do que realmente é. Não que não seja legal: a cena em que Williams literalmente queima em uma máquina de bronzeamento artificial esquecido lá por seu amigo que galanteia a atendente do lugar, e as reações das pessoas ao resultado, é realmente hilário. Mas todos – todos – parecem estar dopados ou sob efeito de LSD; existem excessos, e aquilo que deveria fazer rir causa apenas vergonha alheia, tanto pelos personagens quanto pelos atores. E mesmo contando com coadjuvantes de peso, como <em>Matt Dillon, Justin Long </em>e<em> Kelly Preston</em>, acaba decepcionando, deveria ser muito mais do que uma comediazinha esquecível, daquelas que nos faz rir vez por outra. Uma pena que “<strong>Surpresa em Dobro</strong>” não surpreenda em nada, e não corresponda a todas as expectativas apesar de não ser tão ruim assim. Mas também não é tão bom. Enfim: chega de traçar paralelos, vou direto ao ponto &#8211; agora há um meio-termo, para a carreira dos dois.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/11/analise-surpresa-em-dobro/"><img src="http://img.youtube.com/vi/DrVszx-8YaI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=179&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/11/analise-surpresa-em-dobro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://cinema10.com.br/upload/filmes/filmes_256_Old%20Dogs%208.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://cinema10.com.br/upload/filmes/filmes_256_Old%20Dogs%2012.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Cine Retrô: Monty Python em A Vida de Brian</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/07/cine-retro-monty-python-em-a-vida-de-brian/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/07/cine-retro-monty-python-em-a-vida-de-brian/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 23:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Retrô]]></category>
		<category><![CDATA[a vida de brian]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[monty python]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://3paragrafos.wordpress.com/?p=176</guid>
		<description><![CDATA[Qualquer hora eu faço uma enquete: qual foi a última comédia realmente engraçada que você assistiu? Você, meu caro leitor, minha distinta leitora, anda gargalhando no cinema? Existe algo que tenha visto no escurinho do cinema que tenha feito chorar de rir? Faço essas indagações porque cada vez que vejo uma comédia recente, mais me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=176&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer hora eu faço uma enquete: qual foi a última comédia realmente engraçada que você assistiu? Você, meu caro leitor, minha distinta leitora, anda gargalhando no cinema? Existe algo que tenha visto no escurinho do cinema que tenha feito chorar de rir? Faço essas indagações porque cada vez que vejo uma comédia recente, mais me convenço de que os atores/roteiristas/diretores não sabem mais nos fazer rir de verdade. No meu caso, a última vez que ri com um filme de comédia, no cinema, foi quando vi no HSBC Belas Artes aquela que é a comédia cult por excelência: “<strong>Borat</strong>”. Saí de lá com dores de barriga, e desde então nunca mais. Ainda mantenho as minhas esperanças, fui ver aquele com o <em>Robin Williams</em> e com o <em>John Travolta</em> e&#8230; bem, esse é um assunto para outro dia. Voltando ao principal motivo dessa conversa, o que acontece é o seguinte: o humor está vulgar. Realmente chulo. Tudo que você vê hoje é flautulência, peito, bunda e derivados. Mas, pior que isso é a qualidade do texto. Nem sempre procurar o riso fácil, o riso frouxo é a melhor saída; e assim acabam tentando nos empurrar goela abaixo algo que é impossível engolir. Não se faz mais humor anárquico, por exemplo, humor contestador. <em>Sacha Baron-Cohen</em> foi um lampejo, uma estrela-cadente no céu do humorismo. É uma pena que não exista nenhum grupo como o <em>Monty Python</em>: se Cohen foi o cometa, eles são o centro do universo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.hollywoodjesus.com/movie/life_of_brian/art.jpg" alt="" width="480" height="321" /></p>
<p>Em “<strong>A Vida de Brian</strong>”, há nudez, inclusive frontal, de <em>Graham Chapman</em>.  Mas ninguém pode dizer que seja ofensivo, porque está dentro do contexto, pois a história se passa na época em que Jesus Cristo ainda andava na Terra. E não creio que existissem roupas íntimas naqueles tempos (se eu estiver errado por favor me corrija), não é mesmo? Dito isso, não há puritanismo, nesse sentido é realismo. A reprodução que fizeram de Jerusalém é interessante, árido, amarelo-deserto. Seria um típico filme de época para contar o sofrimento de Cristo se não fossem <em>John Cleese, Eric Idle, Terry Jones, Terry Gilliam, Michael Palin</em> e o já citado Chapman. Inventaram a história de Brian Cohen, contemporâneo de Jesus, e que é confundido com um messias, e com isso botam abaixo dois mil anos de religião apenas usando de situações engraçadas, que na verdade, apenas trazem à luz o ridículo do fanatismo exagerado de certas organizações religiosas. Ninguém teve a coragem que eles tiveram, e poucos tiveram a audácia de seguir o caminho que eles deixaram aberto: é possível fazer graça com as instituições estabelecidas há séculos, sim senhor. E não há nada de errado nisso. Os Pythons mostram que nada é realmente sagrado, e que tudo pode servir de inspiração: se o sofrimento do filho de Maria pode servir ao drama, como em “<strong>Paixão de Cristo</strong>” de <em>Mel Gibson</em>, por que não pode servir a comédia também?</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://orangecow.org/pythonet/pics/dvd/briandvdpic4.jpg" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p>É claro, em 1979 chiaram bastante, a igreja católica condenou o filme, como fez quase uma década depois, com <em>Martin Scorsese</em> e seu “<strong>A Última Tentação de Cristo</strong>”. O que prova (ao menos para mim) que o papa não tem nenhum senso de humor. Até porque Cristo é citado pouquissimas vezes. Pura censura. Isso, claro, só serviu para aumentar o interesse no filme, que é excelente e é dos poucos casos em que fica mais atual a cada ano que passa. Pois é só ligar a TV e perceber os pastores, padres e afins apelando para interpretações ao pé da letra das sagradas escrituras, tentando vender a ideia de que somos pecadores em “negar” o salvador. O filme dirigido por <em>Terry Jones</em>, que é do grupo mesmo, e escrito por todos eles tem a qualidade de fazer rir e ao mesmo tempo pensar. Será que vale mesmo a pena seguir cegamente uma religião? Ou alguém? Como diz Brian, “vocês deveriam pensar por si mesmos!” – e a multidão que o idolatra apenas repete suas palavras, sem pensar nelas. Sou só eu quem pensa assim ou isso acontece até hoje, hein?</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/07/cine-retro-monty-python-em-a-vida-de-brian/"><img src="http://img.youtube.com/vi/vVHhg67RVd4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&amp;blog=8787612&amp;post=176&amp;subd=3paragrafos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://3paragrafos.wordpress.com/2010/04/07/cine-retro-monty-python-em-a-vida-de-brian/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/e6fbac03e5017c26084eac5dd6c90f1a?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.hollywoodjesus.com/movie/life_of_brian/art.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://orangecow.org/pythonet/pics/dvd/briandvdpic4.jpg" medium="image" />
	</item>
	</channel>
</rss>
