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	<description>experiências cinematográficas em 1, 2, 3.</description>
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		<title>Análise: Filadélfia</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 01:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos maiores males da humanidade é o preconceito, isso todo mundo sabe. Desde épocas imemoráveis, existe a discriminação, aquela história de recusar o outro por qualquer motivo que seja. Negros, homossexuais e índios são as maiores vítimas, pelo menos aqui no Brasil. Mas, como todos nós sabemos, não é um problema exclusivamente nosso. De [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=115&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores males da humanidade é o preconceito, isso todo mundo sabe. Desde épocas imemoráveis, existe a discriminação, aquela história de recusar o outro por qualquer motivo que seja. Negros, homossexuais e índios são as maiores vítimas, pelo menos aqui no Brasil. Mas, como todos nós sabemos, não é um problema exclusivamente nosso. De vez em quando podemos ligar a tevê e dar de cara com notícias de espancamentos de gays, perseguição a pessoas de cor&#8230; nenhum lugar do mundo está livre disso. Muito menos no Estados Unidos, onde o conservadorismo é gritante em todo canto, sejam democratas ou republicanos. Recentemente se descobriu que um senador americano, que votava contra os direitos da minoria homo, na verdade escondia o seu lado “colorido” de viver. Nesse mesmo país, é perfeitamente possível um advogado, negro, bem sucedido, ter medo de apertar a mão de um colega de profissão, branco; mas não por diferenças ideológicas ou raciais, mas sim pelo fato do outro ser aidetico. Pois aqueles que são vítimas do HIV sofrem, além das dores físicas, a dor moral que esse tipo de situação causa. Pois esta situação que eu acabei de escrever é uma das cenas de “<strong>Filadélfia</strong>”, um dos melhores filmes de1993 e hoje um clássico.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i.ytimg.com/vi/e1SCFIqiIpQ/0.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>O advogado Andrew Beckett – interpretado de maneira brilhante por <em>Tom Hanks</em>, merecidamente vencedor do Oscar de Melhor Ator daquele ano – tinha tudo o que queria: a promoção no emprego, muitos amigos, uma casa bonita, enfim: o estereótipo do americano que venceu na vida. Mas seu mundo começa a ruir com a descoberta da aids em seu sangue, e consequentemente, com a revelação de sua homossexualidade. Ele, antes um defensor brilhante, agora precisa contar com a ajuda de outro profissional, para processar a firma que o demitiu por justa causa apenas pelo fato de estar doente, o que ele interpretou como preconceito. Tudo isso filmado com extrema competência por <em>Jonathan Demme</em>, realizador de clássicos instantâneos como “<strong>O Silêncio dos Inocentes</strong>” e “<strong>O Casamento de Rachel</strong>”.  Só que o mais interessante é acompanhar o homem que Beckett procurou para defender a sua causa, Joe Miller, feito por <em>Denzel Washington</em> em sua melhor forma. Miller, um sujeito carismático mas excessivamente medroso (em relação a aids) e homofóbico, acaba sendo obrigado a rever todos os seus conceitos, por acreditar que a causa é justa. Ele tem o mesmo pensamento que aquele lamentável personagem que participa do Big Brother Brasil atualmente, que acha que heteros não pegam essa doença – prova maior da ignorância e desinformação sobre tudo que ronda o que se convém chamar de mal do século.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://3.bp.blogspot.com/_TwK3s2Eg87g/Sw2i-Dp3lUI/AAAAAAAABiU/F5B3kc6vZnA/s1600/99d-tom-hanks-philadelphia.jpg" alt="" width="456" height="342" /></p>
<p>Do ponto de vista narrativo, “Filadélfia” é um primor, por saber envolver o público na história e fazer com que quem assiste se importe de verdade com a sorte dos dois protagonistas. E é muito feliz em mostrar, com realismo chocante, a realidade de um portador do vírus HIV, o que inclui as suas relações familiares e entre a sociedade em geral. Os olhares lotados de medo dirigidos ao personagem de Hanks, captados de frente pela câmera inquisidora do diretor Demme, não deixam dúvidas de que, pelo seu estado, o consideram um monstro, e ele sente o baque. E nós sentimos junto, e acompanhamos sua degradação física e mental como se ele estivesse aqui, ao nosso lado, agonizando e consciente de que seu tempo está se esgotando (aliás, é outro triunfo de Tom Hanks, que se transforma fisicamente para ser mais convincente, método que permeia sua carreira desde então). É um filme de final previsível, pois todos sabemos o destino de um aidético, mas nem por isso cai no sentimentalismo barato, brega. É extremamente triste, mas como não seria? Ao realizar esse trabalho, os produtores nos deram um tratado sobre a dor e o sofrimento de pessoas que se encontram nessas condições, mas deixa uma ponta de esperança ao mostrar que o ser humano ainda é capaz de vencer seus fantasmas interiores, superar seus defeitos e criar uma nova consciência. E, se nada disso for verdade, tem a música do <em>Bruce Springsteen</em>, simplesmente perfeita.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/03/11/analise-filadelfia/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cl4B9AU45P4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/115/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=115&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Análise: Preciosa</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 02:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou muito fã de melodramas. Toda vez que vejo algum em cartaz, paro para ver. Sou de extremos, como todos aqueles que já leram minhas análises cinematográficas sabem muito bem: transito entre o bem engraçado e o bem triste. Assim, quando ouvi falar pela primeira vez de Preciosa, achei que seria o tipo de filme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=110&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou muito fã de melodramas. Toda vez que vejo algum em cartaz, paro para ver. Sou de extremos, como todos aqueles que já leram minhas análises cinematográficas sabem muito bem: transito entre o bem engraçado e o bem triste. Assim, quando ouvi falar pela primeira vez de<strong> Preciosa</strong>, achei que seria o tipo de filme que eu ia adorar, ao menos tem todos os ingredientes para isso.  A começar pela personagem principal: negra, obesa e com sérios problemas familiares – o que inclui ser estuprada pelo próprio pai, relação que acabou gerando duas crianças – é o tipo de saga que eu adoraria acompanhar para: a) chorar no final; b) ter cada vez mais noção de que a vida não é um mar de rosas, para citar uma frase bem antiga. Fui assistir. Cheguei aos créditos finais com a convicção de que o filme é bom. Mas poderia ser melhor.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://cinema10.com.br/upload/preciosa.jpg" alt="" width="400" height="267" /></p>
<p>Para começo de conversa, é preciso destacar <em>Gabourey Sibide</em>. Nada, absolutamente nada seria a mesma coisa sem aquela expressão sofrida, desiludida, comovente. Foi um achado, realmente, que <em>Lee Daniels</em>, diretor do filme, acabou fazendo convocando essa garota para estrelar a história. Assim como foi surpreendente a decisão de chamar <em>Mo’Nique</em>, uma comediante de estilo Zorra Total americano que acabou por enfrentar o complexo papel da mãe de Precious, sendo ao mesmo tempo digna de raiva e de pena. Poucas vezes peguei tanto ódio de uma personagem quanto o dela. Dissimulada, mentirosa e interesseira, é o tipo de gente que odiamos sem pensar duas vezes, mesmo quando se sabe os motivos que deixaram aquela mulher tão amarga. Portanto, o grande show pertence a essas duas atrizes, merecidamente reconhecidas pelas performances apresentadas aqui.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://blackgaygossip.com/wp-content/uploads/2009/10/monique-precious.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Infelizmente, o filme para aí. As brilhantes atuações servem de muleta para um filme de roteiro falho e pouco inventivo – que inexplicavelmente ganhou o Oscar de Roteiro Adaptado na última cerimônia, realizada ontem – que tornam o filme cansativo em seu segundo ato. Só melhora mesmo nos vinte minutos finais, surpreendentes e extremamente contraditórios, pois há aquela tristeza com esperança, uma mistura que raras vezes funciona efetivamente. Aqui é aplicada com louvor. Mas não se pode dizer que seja um filme nota dez também por causa do excesso da edição, que exagerou nos zooms e desfoques, tanto que em algumas cenas é impossível saber o que se passa na tela. Mesmo com tantos senões, Preciosa ainda vale o ingresso para pessoas que gostam de se emocionar com histórias fortes. Mesmo que tenham de aturar <em>Mariah Carey</em> no elenco, por alguns minutos. Poucos, ainda bem.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/03/09/analise-preciosa/"><img src="http://img.youtube.com/vi/_RC71lTB6W4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/110/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=110&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Análise: Lost in La Mancha</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 19:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[terry gilliam]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem poucos gênios em atividade atualmente no cinema. Em qualquer região do planeta, vocês podem notar, sempre existem os mestres, os caras que todos reverenciam pela obra e pela técnica de suas produções. Mas aqueles realizadores com uma marca criativa, ah, esses são rarissimos, tanto quanto um mico-leão dourado ou um banco sem filas. Hitchcock [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=106&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem poucos gênios em atividade atualmente no cinema. Em qualquer região do planeta, vocês podem notar, sempre existem os mestres, os caras que todos reverenciam pela obra e pela técnica de suas produções. Mas aqueles realizadores com uma marca criativa, ah, esses são rarissimos, tanto quanto um mico-leão dourado ou um banco sem filas. <em>Hitchcock</em> era um gênio, <em>Kurosawa</em> também, e <em>Spielberg</em> o foi até 1992, pelo menos. Dos que ainda estão batalhando na indústria à procura de seu espaço, <em>Terry Gilliam</em> é reconhecidamente o mais imaginativo, diferente, original. Oriundo do grupo inglês Monty Python, Gilliam começou sua carreira no cinema fazendo filmes como “<strong>Os Bandidos do Tempo</strong>” , e logo produziu a sua obra-prima absoluta – na opinião deste que agora vos escreve: “<strong>Brazil, o Filme</strong>”.  Os aspectos visionários e psicologicamente perturbadores de seus enquadramentos, cenários e a procura que seus roteiros fazem em busca da loucura no ser humano viraram marcas registradas. Hoje é fácil reconhecer um filme com a assinatura do diretor, sem mesmo olhar os créditos. Consagrado, resolveu se arriscar cada vez mais, cometendo “<strong>As Aventuras do Barão de Munchausen</strong>”, desastre de público e bilheteria, e foi a partir daí que começou a circular a sua fama de temperamental, difícil&#8230; e louco. Muito louco. O que ninguém sabia até a metade da década de noventa é que ele tinha o sonho de adaptar para as telas o clássico espanhol “Don Quixote”, de Cervantes (todo mundo com o mínimo de escolaridade já ouviu falar desse livro). Mas suas ideias para o filme, como sempre, eram complicadas demais. Ainda assim, conseguiu convencer investidores a financiar parte dos gastos, e se mandou para a Espanha, a realizar seu sonho. Pois bem. “<strong>Lost in La Mancha</strong>”, filme que agora comento com vocês, é a história de como Terry Gilliam fracassou.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/00781/depp-donquixote-460_781898c.jpg" alt="" width="460" height="280" /></p>
<p>A comédia de erros em que se tornou a produção de “<strong>The Man Who Killed Don Quixote</strong>” – este era o nome do filme – acabou por render um documentário, que infelizmente não foi lançado comercialmente no Brasil. Uma pena mesmo, pois mostra, com riqueza de detalhes, o desespero , a angústia, a falta de sorte e a frustração de Gilliam e sua equipe, desde o animado começo da pré-produção até o fatídico dia em que foi cancelado oficialmente. Os diretores <em>Keith Fulton e Louis Pepe</em> colam a câmera na equipe – desde o diretor até os figurantes – focalizando as expressões cansadas e nervosas com uma crueza sem tamanho. Parecem até estar se divertindo com a tragédia ao redor. Também pudera: não se achavam atores para contratar, uma tempestade destruiu os sets e um problema crônico na coluna afastou <em>Jean Rochefort</em>, então ator principal do longa ao lado de <em>Johnny Depp</em>. Chega a dar pena o contraste do início alegre e empolgado com a derrotas sucessivas, em todos os departamentos da produção. “Lost in La Mancha” conta com depoimentos de todos os envolvidos diretamente com a produção, que tentam explicar o inexplicável: realmente foi um caso único, uma série de eventos desafortunados que impediram, quem sabe, a realização de outra obra máxima da sétima arte.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://news.premiere.com/.a/6a00d8341c7a0853ef0120a7366074970b-800wi" alt="" width="483" height="322" /></p>
<p>Mas o incansável Terry Gilliam, apesar de não ser brasileiro, não desiste nunca (piada infame do redator desse texto). Circulam notícias de que ele está para retomar a produção, assim que conseguir reaver os direitos sobre ela. Sinceramente, só podemos esperar que ele tenha mais sorte dessa vez e consiga fazer algo digno das ideias que ele vem maturando durante anos em sua cabeça. Enquanto isso, ele foi se ocupar: dirigiu, entre outros, o recém-lançado “<strong>O Imaginário do Doutor Parnassus</strong>”, que também teve problemas com a morte do protagonista <em>Heath Ledger</em>. Agora, você que está lendo isso nesse instante, enquanto espera pelo fidalgo maluco que enfrenta os moinhos de vento  segundo T.G., faça o download de veja este documentário; provavelmente vai ajuda-lo a compreender os mistérios de uma produção cinematográfica, e de quebra, fará com que tenha muita, muita pena de um pobre realizador que, por forças que ele não pode controlar, é impedido de trabalhar. Você pode morrer de rir com isso. Ou não.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2010/03/06/analise-lost-in-la-mancha/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LprUN20sNEk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=106&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>2012</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 23:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porém, ainda não consigo compreender como é que alguém vai ao cinema ver um filme como esse esperando que haja uma história coerente, convincente e, principalmente, diferente. Todo mundo sabe que filmes-catástrofe são feitos para mostrar o poder dos efeitos visuais, e o que podem fazer conosco.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=89&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-94" title="poster" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2009/11/poster1.jpg?w=439&#038;h=659" alt="poster" width="439" height="659" /></p>
<p>Roland Emmerich não gosta da gente, isto é um fato. Por ele, já teríamos todos morrido quando aqueles extraterrestres horríveis invadiram nosso planeta em &#8220;Independence Day&#8221;, ou quando a Terra enlouqueceu em &#8220;O Dia Depois de Amanhã&#8221;. Isso sem contar o &#8220;Godzilla&#8221;, o &#8220;Soldado Universal&#8221;&#8230; mas de uma forma ou de outra, ele sempre dá um jeito de fazer com que os americanos salvem a todos nós. Não entendo porque sempre precisa ser o Estados Unidos pagando de salvador da pátria, já que Emmerich é alemão. De qualquer maneira, ele parece detestar a nossa raça &#8211; ou pelo menos não está muito animado com o nosso futuro. Por isso resolveu nos destruir mais uma vez, agora usando o famosissimo calendário maia, em seu mais novo filme, o tão aguardado &#8220;2012&#8243;. E veja você, que lê isso agora&#8230; se é daqueles sujeitos que adoram sessão-pipoca, vai adorar, é uma película muito boa, não vai decepcionar.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-91" title="exp" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2009/11/exp.jpg?w=300&#038;h=168" alt="exp" width="300" height="168" /></p>
<p>Porém, ainda não consigo compreender como é que alguém vai ao cinema ver um filme como esse esperando que haja uma história coerente, convincente e, principalmente, diferente. Todo mundo sabe que filmes-catástrofe são feitos para mostrar o poder dos efeitos visuais, e o que podem fazer conosco. No caso, nada que tenha sido lançado neste ano chega aos pés da competência técnica mostrada aqui. Se o diretor adora acabar com a humanidade, pelo menos o faz com talento: é tudo absurdamente real, os efeitos deixando todo mundo embasbacado e acima de tudo o design de som que faz com que todos entrem naquele desespero mostrado na tela; mesmo que a estrutura dramática me remeta a outro filme do gênero, &#8220;Armageddon&#8221;. O que acontece é que levam tudo muito a sério, e dá a impressão de que tudo que o cinema produz precisa ser uma obra de arte em todos os sentidos. Ora, &#8220;2012&#8243; é impressionante, sim, mas no que diz respeito a roteiro é um horror: brega, cafona, previsível. Não acreditei muito que o mundo pode acabar porque os raios solares vão derreter o centro da Terra. Mas quem se importa? A gente vai ver coisas assim justamente para se enfiar no meio dos destroços. A única diferença entre esse e as outras obras que eu já citei aqui é que esse é o mais triste, o mais desalentador do gênero.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-92  aligncenter" title="nooo" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2009/11/nooo.jpg?w=300&#038;h=199" alt="nooo" width="300" height="199" /></p>
<p>Não é de deixar maluco quando aparece um ou outro pseudointelectual saindo da sessão reclamando que os personagens não tem profundidade ou que a história é mirabolante e que na verdade eles não queriam estar ali, pois preferiam ver um filme do Godard? Os produtores não criaram tudo isso para ganhar um Oscar de Melhor Filme, mas sim, faturar às custas da gente. E nós, claro, sempre caimos. &#8220;2012&#8243; não entrega nada a mais do que se espera dele &#8211; muita destruição, dramas pessoais insossos e a cara de desespero de John Cusack. Ao inferno com a mensagem panfletária e americanizada do diretor Emmerich. Tenha certeza, caro leitor, que todos sairão felizes da sala de exibição: você, por ter se desligado por duas horas e pouco de seu mundo e entrado na paranóia profética que acabou de ver, e os produtores que vão ficar muito contentes com o faturamento na bilheteria, que com certeza será bem alta. E enquanto Roland Emmerich não gostar de nós, seremos felizes; mal posso esperar para ver como ele vai nos matar na próxima vez.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/11/14/2012/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Hz86TsGx3fc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/89/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=89&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
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	</item>
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		<title>Monty Python em O Sentido da Vida</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/26/monty-python-em-o-sentido-da-vida/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/26/monty-python-em-o-sentido-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[No DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Videoteca Particular]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[eric idle]]></category>
		<category><![CDATA[graham chapman]]></category>
		<category><![CDATA[john cleese]]></category>
		<category><![CDATA[michael palin]]></category>
		<category><![CDATA[monty python]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[surrealismo]]></category>
		<category><![CDATA[terry gilliam]]></category>
		<category><![CDATA[terry jones]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário dos anteriores, que tinham uma história e personagens definidos, este filme traz o formado de esquetes, que usavam na TV, contando várias histórias para tentar explicar o motivo da Existência. No fim das contas o filme fala de tudo, menos do sentido da vida propriamente, o que não é nada nada ruim.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=83&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><em>para Daniel Guichard, especulador do sentido da vida</em></p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/01/o-sentido-da-vida-voce.jpg" alt="" width="363" height="475" /></p>
<p>Em outubro de 1969 era inaugurado na TV britânica um novo programa de humor, que contava com talentos como <strong>John Cleese, Michael Palin, Graham Chapman, Eric Idle e Terry Jones</strong>, e que contava com a colaboração de <strong>Terry Gilliam</strong> nas vinhetas e por vezes, em frente às cameras também. Foi um tremendo sucesso durante as suas quatro temporadas, mas os caras se cansaram e resolveram parar de fazer televisão. Provavelmente eles não sabiam, mas naquela altura eles já eram lendas. O grupo, a quem deram o nome de <em><strong>Monty Python</strong></em>, fez as temporadas da TV e acharam que o formato estava desgastado. O que não os impediu de invadir o cinema, e para a nossa sorte, também com muito sucesso. Fizeram apenas três filmes. Poucos, mas todos viraram clássicos do humor surrealista e inteligente, e abriram as portas para o humor non-sense e irônico vindo da terra da Rainha. Começaram em 1975 com &#8220;<em>Em Busca do Cálice Sagrado</em>&#8220;, seguido de &#8220;<em>A Vida de Brian</em>&#8221; em 1979 e por fim, o último trabalho de todos juntos, este que comento agora, &#8220;<em>O Sentido da Vida</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.3drealms.com/bio/images/schuler_python.jpg" alt="" width="350" height="231" /></p>
<p>Ao contrário dos anteriores, que tinham uma história e personagens definidos, este filme traz o formado de esquetes, que usavam na TV, contando várias histórias para tentar explicar o motivo da Existência. No fim das contas o filme fala de tudo, menos do sentido da vida propriamente, o que não é nada nada ruim. Não acho que possa ser comparado ao segundo filme deles, que tira sarro do messianismo e da adoração fanática dos religiosos, ou mesmo o primeiro onde sacaneiam a lenda do Rei Arthur (vale lembrar que esses assuntos são quase sagrados na Inglaterra). Mas &#8220;O Sentido da Vida&#8221; é um humor verborrágico, de sacadas inteligentissimas, mesmo que irregular; há quadros brilhantes como a familia católica com problemas de procriação, que acaba caindo em um dos números musicais mais divertidos do cinema, onde aparece a música &#8220;Every Sperm is Sacred&#8221;, indicada ao BAFTA de melhor canção original, isso sem falar do Sr. Creosote, da Máquina que Faz Ping, a aula de educação sexual, o momento da morte, as animações em estilo pesadelo de Terry Gilliam, entre outros atrativos. Para quem não conhece, falando assim parece bem desinteressante ou mesmo sem graça, mas acredite: poucas coisas no mundo são mais engraçadas do que esses caras.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://faustini.siteoficial.ws/blog/O_sentido_da_vida.jpg" alt="" width="450" height="296" /></p>
<p>Não é uma comédia que todos possam gostar. É preciso muita atenção para perceber a crítica à sociedade em geral e às frescuras britânicas, e à maneira com a qual eles enxergam a vida, a morte e coisinhas relacionadas. Aqueles que gostam de besteirol, comédia escrachada e que gera muita vergonha alheia, passem longe do filme que, aliás, venceu o Grande Prêmio do Júri em Cannes. Infelizmente não se faz mais humor à moda Python, mesmo que praticamente todos os humoristas e grupos que vieram depois tenham se inspirado neles. E seus integrantes, bem&#8230; Cleese hoje em dia faz qualquer filme que caia em suas mãos, Chapman morreu, Palin tem um programa de viagem pelo mundo, Idle escreve teatro, Jones escreve livros sobre história e Gilliam é cineasta consagrado (sendo que antes do filme em si há um curta dirigido por ele, com a sua visão da vida, e que é muito divertido, por sinal) sendo o diretor do recente &#8220;<em>O Imaginário do Doutor Parnassus</em>&#8220;, último filme de <strong>Heath Ledger</strong>. Cada um tomou o seu rumo, como se vê. Mas a obra que fizeram juntos marcou para sempre a maneira de se fazer comédia, o humor nunca mais foi o mesmo depois deles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;">*Hoje não mostro o trailer, mas um esquete retirado do segundo ato do filme, o musical &#8220;Every Sperm is Sacred&#8221;, para exemplificar o estilo do humor do filme; infelizmente não há legendas, mas ainda assim é muito bom. ;D</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/26/monty-python-em-o-sentido-da-vida/"><img src="http://img.youtube.com/vi/fUspLVStPbk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/83/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=83&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Coluna Musical #1</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/21/coluna-musical-1/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Hoje, uma colaboração do Thiago, do Neptune Blues. Divirtam-se!
 

 
VV Brown, que graças à divulgação online anda ganhando espaço perante o público, é uma cantora inglesa de ascendência caribenha. Porém, não é por suas origens que deve-se esperar algo semelhante a uma Rihanna da vida (embora ambas tenham um gosto para penteados bem esquisito elaborado): segundo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=81&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<p style="text-align:left;">Hoje, uma colaboração do Thiago, do Neptune Blues. Divirtam-se!</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;">
<p><img class="aligncenter" title="VV Brown" src="http://i592.photobucket.com/albums/tt1/nept/VV2.jpg" alt="" width="238" height="319" /> <br />
<span style="color:#ff6600;">VV Brown</span>, que graças à divulgação online anda ganhando espaço perante o público, é uma cantora inglesa de ascendência caribenha. Porém, não é por suas origens que deve-se esperar algo semelhante a uma Rihanna da vida (embora ambas tenham um gosto para penteados bem <span style="text-decoration:line-through;">esquisito</span> elaborado): segundo a própria, seu som é inspirado por raízes jazzísticas como <span style="color:#ff6600;"><em>Aretha Franklin</em> e <em><span style="color:#ff6600;">Ella Fitzgerald</span></em> e mistura ainda música dos <em>50&#8217;s</em> e&#8230; trilhas do Game Boy (!).<br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/Groupvideo.3704619' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' width='425' height='350' /></p>
<p>Porém, ninguém pode dizer que a moça não é uma garota de talentos: tendo passado tão bem nos exames que garantira vagas em cinco das mais disputadas universidades inglesas (<span style="color:#ff6600;">Oxford</span> estando entre elas), VV deixou tudo isso de lado para optar pelo universo da música. Porém, ainda mantém-se atrelada ao trabalho com uma graphic novel, deu aulas online para mais de dez milhões de crianças ao redor do mundo e fez algumas pontas como modelo (até para a <span style="color:#ff6600;">Vogue</span>), tendo criado ainda sua própria <a href="http://www.vvvintage.com/">grife de roupas</a> (como todo cantor que se preze, atualmente).</p>
<p style="text-align:center;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/Groupvideo.3704626' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' width='425' height='350' /></p>
<p style="text-align:left;">
Com suas melodias adoravelmente animadas (até quando fala de corações partidos, como na ótima <span style="color:#ff6600;">Crying Blood</span>) e um potente vocal, Vanessa Brown é uma dessas cantoras que dão a impressão de ter chegado pra ficar. Seu álbum de estréia, <em><span style="color:#ff6600;">Travelling Like the Light</span></em>, tem angariado críticas favoráveis e respeito de seus colegas de trabalho, sendo a única artista da nova safra a cantar no importante festival europeu Glastonbury. Esperemos que ela continue bem encaminhada assim, pois talvez estejamos presenciando o despertar de uma diva.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="VV Brown" src="http://i592.photobucket.com/albums/tt1/nept/VV.jpg" alt="" width="212" height="319" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=81&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">VV Brown</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://i592.photobucket.com/albums/tt1/nept/VV.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">VV Brown</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Watchmen</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/07/watchmen/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 00:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[No DVD]]></category>
		<category><![CDATA[alan moore]]></category>
		<category><![CDATA[dave gibbons]]></category>
		<category><![CDATA[graphic novel]]></category>
		<category><![CDATA[watchmen]]></category>
		<category><![CDATA[zack snyder]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ao falar desse filme me lembro sempre do que o Alex, do Cine Resenhas, falava no twitter. Não sei o motivo, mas ficou na minha cabeça: &#8220;Watchmen não deve ser tão bom quanto parece&#8221;. Porque eu via os trailers que foram lançados antes do filme estrear e pensava que wow! nada poderia ser melhor do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=78&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.oesquema.com.br/conector/wp-content/uploads/2009/03/watchmen-happy-face.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p>Ao falar desse filme me lembro sempre do que o <strong>Alex,</strong> do <a href="http://cineresenhas.wordpress.com/" target="_blank"><em><strong>Cine Resenhas</strong></em></a>, falava no twitter. Não sei o motivo, mas ficou na minha cabeça: &#8220;<strong><em>Watchmen</em></strong> não deve ser tão bom quanto parece&#8221;. Porque eu via os trailers que foram lançados antes do filme estrear e pensava que wow! nada poderia ser melhor do que aquilo, parecia muito, mas muito legal! Mas sempre me esqueço de que por trás dos trailers há uma mente maléfica pronta para nos ludibriar, nos fazer crer que aqueles dois minutos e pouco que acabamos de ver compensarão o preço de um ingresso &#8211; que hoje em dia é quase um roubo &#8211; no futuro. Pois muito bem. Finalmente vi o filme que o marketing dizia ser &#8220;revolucionário&#8221;. E como bem disse Alex, novamente pelo twitter: Watchmen é tudo, menos revolucionário.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinenews.com.br/wp-content/uploads/2009/02/watchmen_destaque1.jpg" alt="" width="495" height="300" /></p>
<p style="text-align:left;">Não que seja ruim, longe disso. Mas que engana muita gente, engana. A produção liderada pelo competente <strong>Zack Snyder</strong> (que fez, entre outras coisas, o megamacho &#8220;<strong><em>300</em></strong>&#8220;) pegou a cultuada HQ de <strong>Dave Gibbons</strong> e <strong>Alan</strong> <strong>Moore</strong> &#8211; este último, com seu habitual humor, mandou todos catarem coquinho e exigiu que seu nome fosse tirado dos créditos, por não gostar de Hollywood, ou algo assim &#8211; e fez dele um belissimo filme, visualmente falando. A direção de Snyder é um primor, de verdade: os enquadramentos elegantes, boa direção de atores, sempre atento aos detalhes que o departamento de arte criou se baseando fielmente na obra original que, infelizmente, não pude adquirir; mas fiquei bastante curioso em ler. O problema é: para quem passa na locadora e vê aquela capa bacana, o pôster muito bem feito, pensa que é um filme de ação, e acaba alugando e se frustrando. Watchmen é filme de super-heróis sim, mas é quase um tratado filosófico, a verborragia dos personagens dá uma certa canseira lá pelo meio do segundo ato. Mas a partir do momento em que o foco vai para <em>Rorschach</em> &#8211; interpretado pelo grande <strong>Jackie Earle Harley</strong>, sombrio até a medula &#8211; que também é o &#8220;narrador&#8221; do filme, a coisa ganha mais interesse até o final introspectivo e que pode deixar muita gente perplexa.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.redeclaret.com.br/upload/cartazFilmes/246p.jpg" alt="" width="449" height="299" /></p>
<p>Aí vem aquela frase que eu soltei no final do primeiro parágrafo, e venho confirmar aqui, no clímax do meu texto: apesar de todas as suas qualidades, o filme não tem nada de inovador ou de revolucionário. Só se pode chegar a conclusão de que não são todos que aguentam as duas horas e quarenta e poucos minutos de duração (se não forem correr atrás da versão do diretor que tem pra mais de três horas), e que dos que aguentam, menos ainda vão gostar. A ação estilo pancadaria é pouca, é um filme para se prestar atenção e absorver com vagareza, coisa que os mais apaixonados por <strong><em>Homem Aranha</em></strong> [oi, <strong>Guichard</strong>, tudo bem?] e afins podem não gostar. Tudo em Watchmen se resume a diálogo, díálogo, diálogo. O visual ajuda a suportar, mas não completamente. Portanto, meu caro leitor, minha distinta leitora, se eu pudesse lhe dar um conselho, eis aqui: só alugue este DVD se você tiver certeza de que está com disposição. Se estiver, vai adorar. Se não estiver, alugue um dos antigos do Schwarzenegger, pra matar as saudades.</p>
<p> </p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/07/watchmen/"><img src="http://img.youtube.com/vi/TR7_kiFMwcc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/78/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=78&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
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		<title>Up &#8211; Altas Aventuras</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/03/up-altas-aventuras/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/03/up-altas-aventuras/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 19:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Tela Grande]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[chico anysio]]></category>
		<category><![CDATA[pete docter]]></category>
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Eu já escrevi sobre esse filme, numa colaboração com o blog Neptune Blues, pertencente ao Thiago &#8211; se quiser ver, clique aqui. Mas acredito que, diante da importância que o mais novo lançamento da Disney/Pixar passou a ter para mim, merece mais algumas linhas minhas. Nada mudou desde que eu fiz a primeira resenha. Quer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=69&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://pequenopolis.files.wordpress.com/2009/09/up-2.jpg"><img class=" aligncenter" src="http://pequenopolis.files.wordpress.com/2009/09/up-2.jpg?w=400&#038;h=313" alt="casa" width="400" height="313" /></a></p>
<p>Eu já escrevi sobre esse filme, numa colaboração com o blog <em>Neptune Blues</em>, pertencente ao <strong>Thiago</strong> &#8211; se quiser ver, <a href="http://neptuneblues.wordpress.com/2009/09/05/up/" target="_blank">clique aqui</a>. Mas acredito que, diante da importância que o mais novo lançamento da <em>Disney/Pixar</em> passou a ter para mim, merece mais algumas linhas minhas. Nada mudou desde que eu fiz a primeira resenha. Quer dizer, quase nada, porque depois de rever &#8220;<strong><em>Up &#8211; Altas Aventuras</em></strong>&#8220;, fiquei com mais certeza de que esse é o ápice da animação, o máximo em que os desenhos animados, sejam em 2D ou 3D, conseguiram chegar. Se a Pixar irá se superar, isso é dificil responder. Mas que eles conseguiram bater o próprio nível de excelência, conseguido com o brilhante &#8220;<strong>Wall-E</strong>&#8220;, ah&#8230; isso eles conseguiram.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://pageslap.files.wordpress.com/2008/11/up-pixar.jpg?w=496&#038;h=279" alt="" width="496" height="279" /></p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Up&#8221; fala de muitas coisas que talvez as crianças não estivessem acostumadas a ver em suas aventuras na tela grande. Já no começo, quando se explica a vida de <em>Carl Fredricksen</em> e sua esposa <em>Ellie</em>, acontece um feito cinematográfico incomparável: em quinze minutos o diretor e roteirista <strong>Pete Docter</strong> conseguiu explicar tudo o que precisa ser explicado para compreender o personagem principal, da felicidade na juventude até a amargura na velhice. Está tudo lá: a alegria, a frustração, o recomeço, a perda, a falta. Não me lembro de ter visto isso exposto de uma forma tão genial em qualquer outra mídia &#8211; quem sabe, naquele curta-metragem de <strong>Louis Clichy</strong>, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=xrF4fKFhKig" target="_blank"><strong><em>A Quoi Ça Sert L&#8217;Amour</em></strong></a>&#8220;, que eu citei no meu post sobre &#8220;<strong><em><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/09/30/piaf-um-hino-ao-amor/" target="_blank">Piaf, Um Hino ao Amor</a></em></strong>&#8220;, tenha sentido emoção parecida. É algo impressionante, que levou muitos pais que resolveram acompanhar seus filhos no cinema às lágrimas. E a mim também, nas duas vezes que eu vi o filme.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img402.imageshack.us/img402/8229/up2l.jpg" alt="" width="320" height="212" /></p>
<p style="text-align:left;">A partir daí, a saga de Carl e seu companheiro de viagem (o escoteiro <em>Russell</em>) se torna um tanto quanto esquemática, mas nunca maçante. O motivo que o leva a amarrar centenas de balões na sua casa para levá-la até a América do Sul é sólido o bastante para justificar a aventura. E se só existissem esses dois, o filme já estaria ganho, mas não: <em>Dug</em>, o cachorro &#8220;falante&#8221;, rouba a cena cada vez que aparece na tela, assim como o pássaro gigante e raro que eles encontram por lá, e que rende uma subtrama ligada ao passado de Carl, que não convém contar aqui, para não estragar a surpresa de quem não viu. No conjunto da obra, &#8220;Up&#8221; não tem a riqueza de detalhes de um &#8220;Wall-E&#8221; e nem a comédia bonachona de um &#8220;<strong><em>Ratatouille</em></strong>&#8220;, para citar dois da mesmo estúdio. Mas conta com uma história forte, sentimentalista e que fisga o espectador do começo ao fim, e que acaba se tornando um tratado sobre a nossa própria vida, e sobre o tempo que temos ou desperdiçamos com as pessoas que amamos, e essa mensagem fica mais forte a cada vez que se revê o filme. Não fosse nada disso, tem a dublagem de <strong>Chico Anysio</strong>, absolutamente perfeita. É o filme do ano &#8211; pelo menos pra mim.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/10/03/up-altas-aventuras/"><img src="http://img.youtube.com/vi/hwxqLjspkDI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/69/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=69&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Piaf, Um Hino Ao Amor</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/09/30/piaf-um-hino-ao-amor/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/09/30/piaf-um-hino-ao-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 19:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videoteca Particular]]></category>
		<category><![CDATA[coleção]]></category>
		<category><![CDATA[dvd]]></category>
		<category><![CDATA[edith piaf]]></category>
		<category><![CDATA[la vie en rose]]></category>
		<category><![CDATA[marion cottilard]]></category>

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		<description><![CDATA[ O resultado é um filme que começa aparentemente modesto mas que termina com uma força dramática impressionante, insuperável, daqueles que fazem com que fiquemos sentados olhando para a tela durante os créditos finais tentando absorver tudo o que foi visto. Méritos, claro, de toda a equipe técnica e dos atores (onde se inclui o sempre competente Gerard Depardieu, como o descobridor de Edith), mas sobretudo ao legado que a biografada deixou, imprimindo a sua marca no mundo como uma das maiores cantoras que esse planeta já viu, reverenciada até hoje em todos por todos os cantos.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=67&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Edith Piaf</strong> foi uma das maiores estrelas de sua época. Apesar de pequena e franzina, tinha uma voz que envolvia e encantava quem assistisse suas apresentações ou ouvisse os seus discos. Tem vários sucessos que foram regravados ao longo dos anos (<strong>Cássia Eller</strong> regravou &#8220;Non Je Ne Regrette Rien&#8221; no seu Acústico MTV) e outros que serviram de base para outras obras (a mais marcante é um desenho em curta-metragem baseado na excelente &#8220;A Quoi Ça Sert L&#8217;Amour&#8221;). Mas sua vida foi cheia de tragédias e desencontros, que<strong> Olivier Dahan</strong> retratou nesse belo &#8220;Piaf, Um Hino ao Amor&#8221;.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://auteurs_production.s3.amazonaws.com/stills/16805/la-vie-en-rose-2007.JPG"><img title="a quoi ça sert lamour" src="http://auteurs_production.s3.amazonaws.com/stills/16805/la-vie-en-rose-2007.JPG" alt="a quoi ça sert lamour" width="448" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">a quoi ça sert l&#39;amour</p></div>
<p>Uma cinebiografia por vezes pode ser um pouco maçante de se assistir, mas o talento de Dahan e a própria vida da homenageada colaboram para que o filme seja algo imperdível. Mas, mais do que qualquer outro aspecto, a atriz francesa <strong>Marion Cottilard</strong> se supera ao praticamente incorporar os maneirismos de Piaf, tanto nos anos de juventude quanto nos últimos momentos, já descaracterizada pelas doenças que adquiriu ao longo do tempo, com os excessos que cometia. Cottilard traz Edith Piaf de volta em todos os sentidos: em alguns momentos não é possivel diferenciar a atriz da cantora, tal o magnifico trabalho que ela apresenta. Claro, contando com a ajuda da maquiagem, uma das melhores que eu já vi nos últimos anos. Mas a profundidade que a personagem principal do filme transmite é intensa. Sentimos na pele as alegrias de uma garota pobre que se tornou estrela de um gênero musical - as&#8221;chansons&#8221; - e a agonia e dor de suas perdas, suas derrotas como artista e como ser humano.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://cinemagia.files.wordpress.com/2008/02/filme_piaf_um_hino_ao_amor.jpg"><img class="aligncenter" src="http://cinemagia.files.wordpress.com/2008/02/filme_piaf_um_hino_ao_amor.jpg?w=360&#038;h=250" alt="" width="360" height="250" /></a></p>
<p>Como eu já disse, &#8220;Piaf&#8221; se constitui da união de vários talentos que se juntaram para prestar reverência a uma mulher que, mesmo infeliz, se tornou grande. O resultado é um filme que começa aparentemente modesto mas que termina com uma força dramática impressionante, insuperável, daqueles que fazem com que fiquemos sentados olhando para a tela durante os créditos finais tentando absorver tudo o que foi visto. Méritos, claro, de toda a equipe técnica e dos atores (onde se inclui o sempre competente <strong>Gerard Depardieu</strong>, como o descobridor de Edith), mas sobretudo ao legado que a biografada deixou, imprimindo a sua marca no mundo como uma das maiores cantoras que esse planeta já viu, reverenciada até hoje em todos por todos os cantos.</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/09/30/piaf-um-hino-ao-amor/"><img src="http://img.youtube.com/vi/uzEJ7NV_g98/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=67&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luiz Henrique Oliveira</media:title>
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			<media:title type="html">a quoi ça sert lamour</media:title>
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		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/uzEJ7NV_g98/2.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Impressões sobre (o trailer de) Avatar</title>
		<link>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/08/24/impressoes-sobre-o-trailer-de-avatar/</link>
		<comments>http://3paragrafos.wordpress.com/2009/08/24/impressoes-sobre-o-trailer-de-avatar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 16:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Henrique Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texto Solto]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[avatar]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[james cameron]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem acompanha o dia -a-dia das noticias sobre cinema sabe que a semana passada foi um alvoroço. E nem foi por causa de algum filme novo que estreou, mesmo que Bastardos Inglórios, o novo de Quentin Tarantino, tenha estreiado e liderado bilheterias nesse fim de semana. Mas tudo por causa do frisson que envolve a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=52&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acompanha o dia -a-dia das noticias sobre cinema sabe que a semana passada foi um alvoroço. E nem foi por causa de algum filme novo que estreou, mesmo que <em><strong>Bastardos Inglórios</strong></em>, o novo de <strong>Quentin Tarantino</strong>, tenha estreiado e liderado bilheterias nesse fim de semana. Mas tudo por causa do frisson que envolve a nova (e carissima!) produção de <strong>James Cameron</strong>, a primeira dirigida por ele depois do estrondoso sucesso de <em>Titanic</em>, em 1996/1997. Trata-se de <strong><em>Avatar</em>,</strong> também conhecido como &#8220;o filme que vai revolucionar o cinema&#8221;. Será?</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-54  aligncenter" title="james-cameron-avatar-sam" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2009/08/james-cameron-avatar-sam.jpg?w=300&#038;h=199" alt="james-cameron-avatar-sam" width="300" height="199" /></p>
<p>Ah. Não se deve confundir esse Avatar com aquele que o <strong>M. Night Shyamalan</strong> está dirigindo, que agora se chama <em><strong>The Last Airbender</strong></em> justamente para evitar esse tipo de comparação. São coisas totalmente opostas. Mas enfim, voltando ao assunto principal desse pequeno comentário: vi o trailer do filme logo quando caiu no Youtube &#8211; pois aqui o site da Apple não abre os trailers, não sei por que &#8211; e achei super interessante. Mas não revolucionário. Vai saber&#8230; acontece que eu, e mais outras pessoas que conheço, viram semelhanças demais no visual do filme com aqueles joguinhos do Final Fantasy. Se bem que o trecho final, que enfoca a guerra entre as criatura Na&#8217;Vis e os humanos parece ser coisa de doido. O que Cameron certamente é. Para quem conseguiu fazer com que um filme sobre um homem, uma mulher e uma pedra de gelo se tornasse o maior sucesso comercial da História do Cinema, transformar seu novo trabalho em sucesso absoluto de público e crítica é canja de galinha. Só não tenho tanta certeza se o filme será revolucionário como pregam. Ok que eu não vi em uma sala de cinema, com equipamento de som digno, para poder opinar com 100% de certeza. Mas pelo que acompanhei na internet, muita gente se frustrou.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-medium wp-image-53  aligncenter" title="avatar_16" src="http://3paragrafos.files.wordpress.com/2009/08/avatar_16.jpg?w=300&#038;h=168" alt="avatar_16" width="300" height="168" /></p>
<p>Entretanto, a estratégia comercial parece algo diferenciado. No último dia 21 foi feito o &#8220;Avatar Day&#8221;, em que 15 minutos do filme, não lineares, foram exibidos em salas IMAX espalhadas pelo mundo. Em São Paulo, foi exibido no cinema ali do shopping Bourbon, o único no Brasil com a tecnologia exigida pelos produtores para participar desse evento. Não sei ainda quantas pessoas compareceram e adoraria saber o que elas acharam do que viram, até para espantar os medos que agora rondam a película, que demorou onze anos (!) para ser concluída, entre o roteiro e a pós produção que, até o presente momento, ainda não terminou. Diz que lá na Comic Con, em San Diego, o pessoal se entusiasmou. O que gera em mim o mesmo paradoxo que a Folha Online (se não me engano) publicou: será que Avatar é uma experiência única, daquelas que só podem ser apreciadas totalmente nas salas de cinema e não em computadores, DVDs e TV aberta? Como ficam os avançados efeitos em 3D que prometem mudar o curso de produções desse tipo se vistas com legenda, ou em tela menor? Somente o tempo poderá responder a essas questões, mas é fato que Cameron emplacará mais um grandioso sucesso em seu curriculo, que já tem desde os primeiros <em><strong>Exerminador do Futuro</strong></em> (criação dele), o segundo <em><strong>Alien</strong></em> (eleito recentemente a melhor sequência da História), <em><strong>True Lies</strong></em> (filme divertidissimo), <em><strong>O Segredo do Abismo</strong></em> (que foi um salto de qualidade nos efeitos visuais no ínicio dos anos noventa) e finalmente Titanic, que dispensa apresentações. E você, distinto leitor, querida leitora, o que acha? Ainda não viu o trailer? Ele está logo abaixo, e deixe sua opinião.</p>
<p><strong>[Atualização]: </strong>o site Omelete conferiu o Avatar Day e publicou as impressões das cenas que eles viram. Para conferir, clica <a href="http://www.omelete.com.br/cine/100021679/Como_foi_o_Avatar_Day_.aspx">aqui, ó.</a></p>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://3paragrafos.wordpress.com/2009/08/24/impressoes-sobre-o-trailer-de-avatar/"><img src="http://img.youtube.com/vi/e5brGqpk7pU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/3paragrafos.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/3paragrafos.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/3paragrafos.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/3paragrafos.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/3paragrafos.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/3paragrafos.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/3paragrafos.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/3paragrafos.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/3paragrafos.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/3paragrafos.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=3paragrafos.wordpress.com&blog=8787612&post=52&subd=3paragrafos&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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